Saiba como a sua privacidade é vendida na internet e mostramos o jeito certo de dar um basta nisso
Saiba como a sua privacidade é vendida na internet e mostramos o jeito certo de dar um basta nisso
Entender como funciona o compartilhamento de dados e prestar atenção nas suas próprias ações online pode te conferir mais segurança.
Nem sempre prestamos atenção na quantidade de informações pessoais que compartilhamos online. Às vezes, sem querer, percebemos que muitas pessoas que nunca vimos na vida nos conhecem e, inclusive, conhecem os lugares que frequentamos. A campanha irlandesa que ficou muito famosa em 2025, “Pause before you shared” (pause antes de compartilhar), ilustra uma situação baseada nesse oversharing.
Além das nossas próprias ações voluntárias (mesmo que um pouco inconscientes), que revelam informações pessoais, toda vez que você acessa um aplicativo, site ou serviço, existe uma troca de dados com essas “instituições”. Um simples formulário de preenchimento de dados já armazena seu nome, email, data de aniversário, CPF e por aí vai.
Esses dados, graças à lei LGPD (Lei de Proteção Geral de Dados), só podem ser compartilhados com outras empresas (que pagam para isso), mediante a privacidade do usuário preservada. A venda de dados também existe, principalmente para fornecer informações úteis para empresas traçarem perfis de consumidores, desde que protegidos pela lei.
Coleta de dados na internet: como isso funciona hoje
Existem três tipos de dados, dentre vários outros, que são “simples” de serem coletados, primeiro porque nós os fornecemos (dados cadastrais), segundo porque essa coleta é feita de forma automática, como no caso do comportamento de navegação e algoritmos de plataformas que gerenciam suas preferências e interesses.
Exemplos de tipos de dados
- Dados cadastrais: nome, e-mail, CPF, endereço, telefone… dados que são necessários para preencher formulários ou realizar um login.
- Comportamento de navegação: histórico de buscas, cliques em sites, tempo de tela etc. Esses são os famosos “cookies”, mas outras ferramentas também armazenam essas informações.
- Dados de dispositivos: endereço IP, tipo de dispositivo, operadora de rede, idioma e outros. São coletados automaticamente dentro dos sites.
- Preferências e interesses: suas curtidas, compartilhamentos, páginas vistas e outros comportamentos como esses são informações recolhidas pelas plataformas que ajudam elas a entenderem seus interesses, possível faixa de renda, intenção de compra, entre outros.
Esses são exemplos de dados coletados que podem ou não estar dentro do seu controle. Quando você realiza um acesso, pode gerenciar as configurações de cookies, suas preferências de anúncios, permissões de localização/imagem/áudio, e escolhas de privacidade.
Mesmo que sejam dados coletados automaticamente, sem o seu controle total, mas que são necessários para que os sistemas possam detectar atividades suspeitas, registros necessários de funcionamento, a lei de proteção de dados regulamenta todos eles. Isso quer dizer que as empresas não podem usar e coletar essas informações como bem entenderem e devem ter motivos para utilizá-los.
Maneiras de proteger sua privacidade online
Você escolhe o quanto quer mostrar da sua vida pessoal na internet. Mas seus dados pessoais devem ser levados a sério:
- Analise as permissões dos aplicativos e desative todas as desnecessárias;
- Cuidado ao compartilhar sua localização;
- Não preencha dados que não são obrigatórios em formulários online;
- Rejeite cookies não essenciais, limpe seu histórico regularmente e use bloqueadores de rastreamento e VPN se julgar necessário.
Preste atenção, também, à maneira que você armazena seus documentos. Utilize ferramentas que possuem criptografia de dados e colocam sua segurança em primeiro lugar.